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       O povo açoriano desde o povoamento das ilhas até os dias de hoje tem como principal característica a imigração.

 

     O ato de imigrar sempre nos trás a imagem da despedida e da partida e a resultante saudade presente nos que partiram e nos que ficaram. E foi a saudade, esta palavra tão genuinamente portuguesa e que não tem rival noutra língua qualquer, que preservou a memória e a tradição deste povo.

 

     Ao chegar ao litoral de Santa Catarina em 1748 os açorianos trouxeram  as suas tradições e os seus cantares. Com o tempo, mesclaram-se ao universo dos nativos da região: índios carijós e negros escravos, gerando diversas formas originais de expressão musical ainda presentes no cotidiano de algumas comunidades da Ilha.

 

     Muito rico em estilos musicais, o cancioneiro açoriano tradicional divide-se em canções religiosas e profanas, e nesta segunda categoria agrupam-se diferentes gêneros, entre eles, canções de trabalho, e canções de amor.

 

     Nesta pesquisa em Florianópolis e arredores, encontramos algumas cantigas de roda ainda existentes na Ilha Terceira, mas que aqui se chamam Ratoeiras. Em todas as Ilhas dos Açores ainda se dança o Pézinho e a Chamarrita que aparecem também aqui no sul do Brasil, mas já com outra melodia e letras. Nota-se que, mesmo acompanhando as evoluções da língua e dos costumes, as canções conservam através dos tempos as impressões profundas que lhes deram origem.

 

     Conhecer esse rico e diversificado universo de canções é fundamental porque significa viver e reviver as tradições, aprofundar e estreitar as relações entre o passado e o presente, bem como redimensionar o seu sentido por meio de novas interpretações. Eu tive o prazer de ser o coordenador musical desta etapa do projeto CANÇÕES D' ALÉM MAR, sobre a música Açoriana presente ainda na Ilha de Santa Catarina.

 

     A cultura musical abordada neste site não é a açoriana, mas a local, com formação própria e que se desenvolveu através de influências diversas e múltiplas.

 

 

 

                                                                                                                                                                                          Mário Moita